
Nesta semana, especificamente no dia 17 de maio, foi comemorado o Dia Internacional da Reciclagem, uma data importante para o setor plástico e toda a sociedade.
Em função da data, o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, escreveu um artigo para celebrar este dia.
Aqui na Astra, o processo de reciclagem também está efetivamente ativo dentro das ações ambientais nas unidades fabris. Ações de coleta seletiva e a reciclagem de todos os resíduos gerados são realizadas, além disso, a produção de itens ecológicos provenientes de refugos e sobras de matérias-primas internas também é desenvolvida. São ações que sustentam a importância do tema para os colaborados e também para o público externo.
Confira abaixo o artigo na íntegra feito pelo presidente do Sindiplast e da Abiplast:
O HORIZONTE DESAFIADOR DA RECICLAGEM
Por José Ricardo Roriz Coelho
Neste Dia Mundial da Reciclagem, há muito o que se comemorar e muito a se realizar no Brasil. O cenário geral indica alguns avanços, mas, também, urgência para a evolução em temas de interesse conjunto e horizontal, ou seja, além da cadeia de transformação do plástico.
A primeira boa notícia é que o índice de reciclagem mecânica dos plásticos pós-consumo cresceu 8,5% em 2019, em comparação ao ano anterior. Segundo estudo realizado pela MaxiQuim, sob encomenda do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), parceria entre a ABIPLAST e a Braskem, foram produzidas 838 mil toneladas de plásticos reciclados em 2019.
O aumento da taxa de reciclagem do plástico é consequência direta do progresso da indústria do segmento no país. Atualmente, são 1.083 empresas, que geram 10.162 empregos, um salto de quase 30% e mais de 40%, respectivamente, com relação a 2010, segundo dados do Caged e RAIS, do Ministério da Economia.
As evoluções comprovam o potencial de desenvolvimento da reciclagem do plástico, um dos elos mencionados pelo conceito de economia circular, depois do reuso e da remanufatura. O setor tem feito movimentos para se consolidar como agente da mudança. Uma das iniciativas nesse sentido é a Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos, a CNRPLAS.
Criado pela ABIPLAST em 2012, o grupo reúne representantes do segmento de reciclagem de material plástico de todo o Brasil, debatendo temas e questões pertinentes às realidades da esfera de atuação do setor. A CNRPLAS tem trabalhado com foco e objetivo para consolidar o segmento, além de levar ao mercado as diversas possibilidades do uso do plástico reciclado.
No outro lado da história, estão alguns obstáculos importantes para o avanço da reciclagem no Brasil. Primeiro, é essencial e necessário o envolvimento conjunto de toda a cadeia, pois a questão de resíduos é sistêmica e global. O país precisa de políticas públicas para sanar dificuldades horizontais, que extravasam o plástico e afetam todos os atores da cadeia de reciclagem, como a questão tributária, por exemplo.
Por causa dessas e outras pedras no caminho, é urgente notar que a economia circular pede passagem. Um dos pilares prioritários da ABIPLAST para o curto, médio e longo prazos, o conceito diz respeito a todo modelo produtivo, sem exceção ou exclusividade. O design para a reciclagem, a oferta de resíduos, a universalização da coleta seletiva, as tecnologias envolvidas no processo de coleta e triagem e a responsabilidade compartilhada (discussão do olhar sistêmico) abarcam o guarda-chuva da economia circular e da logística reversa.
O momento é de união de esforços de toda a cadeia. Como representante do setor de transformação e reciclagem de plástico, a ABIPLAST sabe das responsabilidades em torno do tema e se coloca à disposição do debate amplo, em que se busquem soluções para um problema de todos nós.
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